Rio
de Janeiro -
Continuação
Em
1º de março de 1865, Osorio foi nomeado comandante-em-chefe
das forças de terra brasileiras na Guerra do Paraguai. Dedicou-se,
de início aos trabalhos de recrutamento e treinamento de homens
e organização do material logístico para a campanha.
Em 16 de abril de 1866, comandou as tropas brasileiras que invadiram o
Paraguai; foi o primeiro a pôr os pés no território
paraguaio no desembarque do Passo da Pátria. No dia 1º do mês
seguinte, recebeu do imperador o título de Barão do Herval.
Osorio
foi o mais destacado comandante da primeira fase da guerra. Estabeleceu
e consolidou, no Passo
da Pátria, a cabeça-de-ponte para o ingresso
dos exércitos aliados em terras paraguaias, na confluência dos
rios Paraná e Paraguai. Sua atuação pessoal em Tuiuti
foi decisiva para a derrota dos paraguaios. Ferido por uma bala, retirou-se
temporariamente para o Rio Grande do Sul, onde, ocupando o posto de comandante
de armas da província, treinou novos contingentes para a guerra.
Sem
estar completamente restabelecido, voltou ao Paraguai em marco de 1867 e
assumiu o comando do 3° Corpo do Exército, sob o comando geral de Caxias.
Participou da marcha de Tuiuti na direção de Tuiu-Cuê.
Nessa fase foi promovido a tenente-general (1° de julho de 1867) e elevado
a Visconde do Herval (3 de março de 1868). Em agosto de 1868, comandou
as forcas de terra que conquistaram Humaitá, a principal fortaleza paraguaia.
Na batalha de Avaí (11 de dezembro) foi atingido por uma bala no maxilar.
Passou o comando do corpo de tropa que dirigia, mas ficou no campo de batalha,
pois sua simples presença infundia ânimo aos soldados.
Osorio
reunia a bravura, que o fazia lançar-se na luta na frente de todos, à simplicidade
no trato com os soldados. Por isso era um dos oficiais que tinham mais prestígio
junto a tropa.
O ferimento obrigou-o a um novo período de repouso no Brasil, onde permaneceu
entre fevereiro e julho de 1869. Em 6 de julho, já sob o comando geral
do Conde d’Eu, assumiu no Paraguai a direção do I Exército.
Sem estar completamente restabelecido, participou da batalha de Peribeluí (12
de agosto), onde escapou por pouco ao fogo inimigo. Em 23 de novembro, seu estado
de saúde obrigou-o a deixar definitivamente o Paraguai.
Após
o fim da guerra, em 29 de dezembro, foi elevado a Marquês do Herval.Osorio
ficou vivendo no Rio Grande do Sul, onde era muito popular, sendo um dos
chefes principais do Partido Liberal.
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Fez
viagens ao Rio de Janeiro e ao Nordeste (Salvador e Recife), onde foi muito
festejado. Foi escolhido senador em janeiro de 1877. Quando os liberais
subiram ao poder, em janeiro do ano seguinte, com o gabinete presidido
pelo Visconde
de Sinimbu, Osorio ocupou o cargo de Ministro da Guerra. Permaneceu no
cargo até o último dia de sua vida. Quando morreu, aos 71 anos, de
pneumonia, era marechal-do-exército.